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A História da Reprografia
07.02.2007
Na Década de 30, os Estados Unidos atravessavam uma grande crise econômica e o país estava às voltas com uma recessão, culminada pelo crack da Bolsa de Valores de Nova York em 1929.
Um jovem, que acabara de terminar os seus estudos de Ciências, estava encontrando grande dificuldade em conseguir trabalho. Em suas peregrinações por diversas empresas, em busca de emprego, observou que as pessoas nos escritórios reclamavam da necessidade de algum sistema que pudesse copiar originais e documentos.
Como cientista recém-formado, interessou-se pelo assunto e com afinco e determinação, lançou-se a estudar um meio de transferir a imagem contida em um original para a superfície de uma folha de papel cópia.
Trabalhando como garçom em restaurantes de Nova York, dedicava suas noites e finais de semana a estudar uma forma de transferir uma imagem.
Em 1933, ajudado por um amigo, deu início às experiências, utilizando diferentes métodos. Em 1944, na cidade de Astória, obteve seu prime iro sucesso, conseguindo transferir a imagem contida na superfície de uma lâmina de vidro transparente, para a superfície de uma folha de papel comum. A imagem transferida era: "Astória 1944".
O processo utilizado por Chester Carlson, constituiu em escrever sobre a lâmina de vidro transparente, apalavra e os números. Em seguida, utilizando uma lâmina de metal recoberta com selenium (o selenium é um metal não ferroso, cuja principal propriedade é reter uma carga elétrica recebida e dissipada quando exposta à luz) friccionado um pano de algodão, sobre a superfície de selenium, criava uma área magnética. Esta operação era frita em um cômodo totalmente sem luz.
Feito isso, Carlson colocava a lâmina de vidro transparente sobre aplaca magnetizada de selenium e através do vidro transparente, projetava uma luz forte.
As áreas escritas na lâmina de vidro criavam sobre aplaca de selenium, uma área de sombra. As partes sem imagem da lâmina de vidro permitiam a passagem da luz, desmagnetizando a lâmina de selenium.
As partes de sombra da lâmina de selenium permaneciam magnetizadas, criando desta forma uma imagem latente, ou seja, uma imagem elétrica não vista a olho.
Agora, com aplaca de seleníum contendo a imagem elétrica, Carlson ainda em local sem luz, despejava sobre aplaca, partículas de carvão misturadas com latéx. Estas partículas eram colocadas anteriormente em uma lata com pequenos furos na extremidade (semelhante a uma lata de talco), onde também havia areia, parecida com a da praia. A lata era agitada manualmente, para que a fricção das partículas de areia criasse eletricidade.
A placa de selenium carregada positivamente de eletricidade atraía para si as partículas de carvão e latéx. Os orificios da lata, por serem muito finos, não permitiam a passagem dos grãos de areia, mas somente a passagem do carvão. Este, atraído e fixado por magnetismo sobre aplaca, revelava a imagem sobre a lámina de selenium.
A seguir Carlson colocava uma folha de papel comum em contato com a lámina de selenium, tendo já a imagem revelada sobre a superfície. Fazendo passar por sobre a folha um fio elétrico com carga invertida e maior que a contida na placa, fazia a imagem formada pelas partículas de carvão se desprender da placa de seleníum, indo depositar-se sobre a folha de papel.
O próximo passo consistia em colocar a folha de papel com a imagem transferida, em uma unidade de calor, compreendendo uma caixa com uma resistência semelhante a um forno elétrica Nesta unidade, o papel era submetido a um intenso calor, por um breve momento, para derreter as partículas de latéx, possibilitando afixação do carvão misturado com latéx no papei Aproveitando que as partículas do latéx estavam amolecidas, Carlson fazia passar por sobre a folha, um rolo revestido de borracha, o qual era impermeabilizado com um óleo. A pressão exercida por esse rolo, fixava as partículas de carvão no papel, resultando assim a prime ira cópia por processo reprográfico.

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